Quando encontramos um profissional muito bem sucedido, nem sempre conseguimos identificar qual foi a fórmula do sucesso, que muitas vezes fica escondida atrás de diferentes personalidades, desde as mais cativantes até as mais temíveis.
Tal brilhantismo na carreira não foi, provavelmente, aprendido na escola ou na faculdade, pois se assim fosse, todos os alunos da mesma faculdade encontrariam o mesmo destino! Então, uma pergunta que nos acompanha desde a constatação de que há diferenças entre as pessoas retorna: “Qual é a diferença que faz a diferença?” Enfim, o que poderíamos considerar como as competências do sucesso em nossa sociedade atual?
Talvez qualquer pessoa concorde que raciocínio lógico, concentração, planejamento, boa memória, criatividade, flexibilidade, liderança, iniciativa e empreendedorismo, desenvoltura e maturidade emocional, domínio de idiomas estrangeiros, habilidade de solucionar conflitos, maturidade financeira e a competência de gerenciar recursos, negociação, vendas, administração de tempo, gerenciamento do estresse, grande e rápida capacidade de absorção de informações, boa gestão de conhecimentos, desinibição, boa comunicação, boa expressão verbal (seja escrita ou falada), etiqueta, estão entre algumas das mais importantes. No entanto, tais competências, muitas vezes trazidas da cultura familiar, aprendidas intuitivamente durante o processo de sociabilização ou obtidas durante uma carreira profissional promissora, são algumas das que mais diferenciam os profissionais e líderes de vanguarda.
No modelo educacional tradicional os estudantes adquirem os “peixes” necessários à sua emancipação cultural e educacional, mas poucas vezes são preparados para as situações de vida que encontrarão logo após a vida escolar, quando ingressarem no mercado de trabalho. Exceto quando os pais se encarregam de “ensinar os seus filhos a pescar”, é comum que o novo profissional tenha que aprender a sobreviver aos “trancos e barrancos”, especialmente no que diz respeito às suas competências emocionais dentro das grandes corporações.
A Psicologia dos Pontos Fortes, de Donald O. Clifton, PhD, descrita no livro “Descubra seus pontos fortes”, em co-autoria com Marcus Buckingham (Ed. Sextante), revela dados inesperados de uma pesquisa do Instituto Gallup com líderes e gerentes de alto desempenho: apenas 20%, dos quase dois milhões de profissionais entrevistados, fazem e exercitam diariamente as suas melhores competências – os seus pontos mais fortes! Veja um resumo deste livro interessante em nossa seção de conteúdos [hiperlink para resumo do livro]
Isso significa que aproximadamente 80% dos profissionais não estão manifestando aquilo que fazem de melhor: as competências em que são excelentes. Se acrescentarmos a isso o fato de que quanto maior é o desenvolvimento na carreira, mais as pessoas se distanciam de sua excelência, podemos concluir que a identificação de talentos, desenvolvimento de suas competências e identificação das funções de trabalho mais promissoras poderia evitar um desperdício incalculável das corporações em treinamentos, capacitações e processos de seleção...
De uma forma simplificada, apenas 20% dos profissionais em empresas fazem o que gostam e dão de si o seu melhor, isto é, vivem em Estados de Fluxo, segundo Mihaly Csikszentmihalyi, um eminente pesquisador da excelência humana. Esses 20% de profissionais “carregam nas costas” os outros 80% de colaboradores que não podem expressar o seu melhor: ou porque desconhecem seus pontos fortes, ou porque não estão posicionados em funções compatíveis com a sua expressão. Os resultados disso são a mediocridade, desmotivação, burnout, absenteísmo ou falta de comprometimento com os ideais e diretrizes das empresas. Imagine o que poderia acontecer se, conforme propõe Donald O. Clifton, se fosse possível duplicar a quantidade de funcionários das empresas que pudessem exercer diariamente os seus melhores talentos? Isso provavelmente representaria um aumento de produtividade das pessoas e das empresas bastante significativo... E se, conhecedores dessa nova linguagem, pudéssemos triplicar a quantidade de indivíduos comprometidos e envolvidos com o seu melhor?
Diante do contexto acima é que nos dispomos a oferecer alguns recursos e oportunidades para o público adulto se instrumentalizar e planejar a sua carreira profissional, adquirindo o poder de assumir responsabilidade pelas suas escolhas e o seu sucesso, e disponibilizar para as empresas alguns dos mais novos paradigmas de gestão de pessoas.